domingo, 26 de abril de 2009

Psicologia de um vencido

Tu que preenche o vazio que há em mim, tu que me tiras da solidão...
Terça-feira 02:58 da manhã, acordo assustada, com uma dor no peito, arrependida de ter acordado, ter voltado para a relalidade, me culpo, mesmo sendo um pesadelo, porque tive que acordar?
Antes o mundo irreal do que esse injusto, sinto uma dor profunda que vai do coração a alma fazendo de mim uma escrava das minhas solidões. Olho para o lado e vejo que não o tenho mais, tu que me afaga e que faz o caminho para que eu possa andar, mas aposto que um não sobrevive sem o outro. Eu sou a emoção e você é a razão, quando ambos se misturam tornam-se um só, na demasia da perfeição, quando se separam tudo é feio. Um dilúvio de pertubações passam na minha cabeça me deixando assim mais aflita e profundamente no fundo do poço. Para passar resolvi tomar alguns remédios. Sim!Me dopei! Foi uma das alternativas para me tirar daquela dor, eu buscava um alívio.
E logo lembrei de uma frase de um velho amigo
" A mão que afaga é a mesma que apedreja." É uma frase do Augusto dos Anjos, sei que não era uma boa hora para lembrar-me de suas citações, porém não consegui evitar.
Nauséas e dores em todo corpo, com a vista meio embaçada, falei: "Acho que agora a minha grande solidão vai passar, as outras dores são tão fortes quanto a dela, e nunca, nada havia chegado ao nivel de minhas dores de solidão".
E quando dei por mim; Ambulâncias chegavam, pessoas ao redor e um corpo totalmente estraçalhado. Lá estava eu, estirada no chão, atirei-me do 22º andar, e o que restara de minha pessoa? A minha alma! Esta ainda sente a imensa dor de um amor que se fora sem aviso.

6 comentários:

  1. Só os bons possuem certos privilégios...

    Dentre estes entendo que você esteja. Escreve bem como poucos e ao que parece explora novos horizontes em uma escrita não tão introspectiva mas transporando os ares de uma boa crônica.

    Aguardo os próximos textos.

    OBs: Mome do poema de Augusto dos Anjos, tenho certeza que ele ficaria honrado.

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  2. Pô, Augusto dos Anjos... Minha iniciação poético-literária! Monstro de escuridão e rutilância!

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  3. gosteiii mto do textoo.. mto interessante mesmo.. eu nao conseguiria chegar nem no primeiro paragrafo.. parabenss... *-*

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  4. Nossa! Muito intenso Camila, gostei mto do texto, me prendeu do inicio ao fim, e o final ainda foi inesperado! Otimo texto!! Saudades de vc!! Leia os meus tb! Beijao!

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