terça-feira, 14 de abril de 2009

Dona Hipotenusa e seus dois Catetos

Apaixonado, o quociente a olhou do vértice a base, de todos os ângulos, quer fossem retos, agudos, ou obtusos.Era linda: olhar rombóide, boca trapezóide e corpo cinlíndrico._Quem és tu? perguntou o quociente com olhar radical.Ela, com uma expressão algébrica de quem ama, respodeu:eu sou a raiz quadrada da soma do quadrado dos catetos, mas pode me chamar de Hipotenusa.Ele fez de sua vida uma paralela à dela, até que se encontraram no inifinito.Amaram-se na velocidade da luz, e saíram traçando retas e curvas, até que ela sentiu que ele tinha bastante potência.Os dois se amavam.Por um teorema anterior, concluíram que se adoravam nas mesmas razões e proporções.Resolveram se casar e montar um lar, ou melhor, uma perpendicular.Juntos traçaram planos e diagramas para o futuro, pois queriam uma felicidade integral.Quando tudo estava nos eixos, ele com todas as coordenadas, resolveram ter alguns números, torcendo para que fossem todos irmãos, pois os filhos dos mesmos pais jamais poderiam ser primos.Nos três primeiros anos de casados conseguiram ter um casal.O menino, um diâmetro.A menina, uma secante.O amor entre os dois crescia em proporção geométrica.Eram felizes até que um dia tudo se tornou uma constante.Foi aí que surgiu o outro, sim, um outro, o máximo divisor comum, um frequentador do círculo vicioso.O mínimo que o máximo ofereceu foi, de cara, uma grandeza absoluta.Quando o quociente tornou-se consciente desta regra de três, numa fração de segundo encontrou a solução.Sentindo-se um denominador comum fracassado, resolveu tomar providências, saindo de mansinho pela tangente.

8 comentários:

  1. algumas semanas atrás eu estava procurando alguns textos literários, e no meio de um monte de livros encontrei esse texto, eu achei super engraçado,e interessante, porém, não há o nome do autor no texo enfim, seja quem for o criador, tem uma criatividade e tanto.. pretendo postar textos de grandes autores,poemas, músicas, fotos, e também textos e poemas da minha autoria, enfim, espero que gostem, neste blog vc econtrará de tudo, inclusive o cheiro do ambiente de cada texto... vem comigo, esqueça tudo e seja feliz.

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  2. Nossa, com certeza não poderia ter começado melhor. O espaço literário não pode se restringir apenas aos nossos desvaneios, mas partir em busca de conhecimento alheio também.

    Como disse anteriormente, não podeia ter começado melhor, um texto não apenas interessante mas esclarecedor sobre as relações e historicidade da vida. Parabéns!

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  3. FICOU OTIMO, PARABENS PELA CRIATIVIDADE. BEIJOS

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  4. Bem a face de quem faz administração :)
    Parabéns amiga!

    Pra falar a verdade, apenas entendi o contexto generalizando, porque se eu tento decifrar palavra por palavra não iria compreender! rs
    Mais enfim... esse texto foi muito bem elaborado, e podemos entender como é a vida do lado mais engraçado.
    Também acho muito bom, que você possa colocar textos de outros autores e até mesmo de sua autoria, até porque só formamos um pensamento, depois que abragimos ele com o dos outros!

    Bela iniciativa... Beijoos ;)

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  5. Odeiooo matemática, mas adoorei o seu blog!!! ;)

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  6. Alguns trechos desse texto pertencem a "Poesia Matemática" escrita por Millôr Fernandes, em 1954, que , na época usava o pseudônimo Vão Gogo.No site: http://www.releituras.com/millor_poesia.asp , poderão ler a poesia completa.Eu a uso muito em minhas aulas de matemática, principalmente,
    para quem acha que matemática são apenas cáculos sem significado.Anita Werneck

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  7. Simplesmente Genial. É tudo o que consigo dizer.
    =]

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