Tu que preenche o vazio que há em mim, tu que me tiras da solidão...
Terça-feira 02:58 da manhã, acordo assustada, com uma dor no peito, arrependida de ter acordado, ter voltado para a relalidade, me culpo, mesmo sendo um pesadelo, porque tive que acordar?
Antes o mundo irreal do que esse injusto, sinto uma dor profunda que vai do coração a alma fazendo de mim uma escrava das minhas solidões. Olho para o lado e vejo que não o tenho mais, tu que me afaga e que faz o caminho para que eu possa andar, mas aposto que um não sobrevive sem o outro. Eu sou a emoção e você é a razão, quando ambos se misturam tornam-se um só, na demasia da perfeição, quando se separam tudo é feio. Um dilúvio de pertubações passam na minha cabeça me deixando assim mais aflita e profundamente no fundo do poço. Para passar resolvi tomar alguns remédios. Sim!Me dopei! Foi uma das alternativas para me tirar daquela dor, eu buscava um alívio.
E logo lembrei de uma frase de um velho amigo
" A mão que afaga é a mesma que apedreja." É uma frase do Augusto dos Anjos, sei que não era uma boa hora para lembrar-me de suas citações, porém não consegui evitar.
Nauséas e dores em todo corpo, com a vista meio embaçada, falei: "Acho que agora a minha grande solidão vai passar, as outras dores são tão fortes quanto a dela, e nunca, nada havia chegado ao nivel de minhas dores de solidão".
E quando dei por mim; Ambulâncias chegavam, pessoas ao redor e um corpo totalmente estraçalhado. Lá estava eu, estirada no chão, atirei-me do 22º andar, e o que restara de minha pessoa? A minha alma! Esta ainda sente a imensa dor de um amor que se fora sem aviso.
domingo, 26 de abril de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
Se Puder Sem Medo
Deixa em cima desta mesa a foto que eu gostava
Pr'eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo
Deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha
Pra que eu fotografe assim meu verdadeiro abrigo
Deixa a luz do quarto acesa a porta entreaberta
O lençol amarrotado mesmo que vazio
Deixa a toalha na mesa e a comida pronta
Só na minha voz não mexa eu mesmo silencio
Deixa o coração falar o que eu calei um dia
Deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo
Deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia
Deixa tudo como está e se puder, sem medo
Deixa tudo que lembrar eu finjo que esqueço
Deixa e quando não voltar eu finjo que não importa
Deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito
Pra dizer te vendo ir fechando atrás da porta
Deixa o que não for urgente que eu ainda preciso
Deixa o meu olhar doente pousado na mesa
Deixa ali teu endereço qualquer coisa aviso
Deixa o que fingiu levar mas deixou de surpresa
Deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo
Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande
Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo
Se o adeus demora a dor no coração se expande
Deixa o disco na vitrola pr'eu pensar que é festa
Deixa a gaveta trancada pr'eu não ver tua ausência
Deixa a minha insanidade é tudo que me resta
Deixa eu por à prova toda minha resistência
Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro
Deixa eu contar que era farsa minha voz tranqüila
Deixa pendurada a calça de brim desbotado
Que como esse nosso amor ao menor vento oscila
Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa
Deixa um último recado na casa vizinha
Deixa de sofisma e vamos ao que interessa
Deixa a dor que eu lhe causei agora é toda minha
Deixa tudo que eu não disse mas você sabia
Deixa o que você calou e eu tanto precisava
Deixa o que era inexistente e eu pensei que havia
Deixa tudo o que eu pedia mas pensei que dava
Oswaldo Montenegro
Pr'eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo
Deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha
Pra que eu fotografe assim meu verdadeiro abrigo
Deixa a luz do quarto acesa a porta entreaberta
O lençol amarrotado mesmo que vazio
Deixa a toalha na mesa e a comida pronta
Só na minha voz não mexa eu mesmo silencio
Deixa o coração falar o que eu calei um dia
Deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo
Deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia
Deixa tudo como está e se puder, sem medo
Deixa tudo que lembrar eu finjo que esqueço
Deixa e quando não voltar eu finjo que não importa
Deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito
Pra dizer te vendo ir fechando atrás da porta
Deixa o que não for urgente que eu ainda preciso
Deixa o meu olhar doente pousado na mesa
Deixa ali teu endereço qualquer coisa aviso
Deixa o que fingiu levar mas deixou de surpresa
Deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo
Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande
Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo
Se o adeus demora a dor no coração se expande
Deixa o disco na vitrola pr'eu pensar que é festa
Deixa a gaveta trancada pr'eu não ver tua ausência
Deixa a minha insanidade é tudo que me resta
Deixa eu por à prova toda minha resistência
Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro
Deixa eu contar que era farsa minha voz tranqüila
Deixa pendurada a calça de brim desbotado
Que como esse nosso amor ao menor vento oscila
Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa
Deixa um último recado na casa vizinha
Deixa de sofisma e vamos ao que interessa
Deixa a dor que eu lhe causei agora é toda minha
Deixa tudo que eu não disse mas você sabia
Deixa o que você calou e eu tanto precisava
Deixa o que era inexistente e eu pensei que havia
Deixa tudo o que eu pedia mas pensei que dava
Oswaldo Montenegro
quinta-feira, 16 de abril de 2009
um pequeno trecho da vida
"O mundo faz você viver, e se sentir em uma tela em branco,com o passar do tempo, as pinceladas vão dando cores e razuras, transformando a vida em uma história, que no final das contas, acaba encontrando a razão e o porque" (Camila Louzeiro)
terça-feira, 14 de abril de 2009
Dona Hipotenusa e seus dois Catetos
Apaixonado, o quociente a olhou do vértice a base, de todos os ângulos, quer fossem retos, agudos, ou obtusos.Era linda: olhar rombóide, boca trapezóide e corpo cinlíndrico._Quem és tu? perguntou o quociente com olhar radical.Ela, com uma expressão algébrica de quem ama, respodeu:eu sou a raiz quadrada da soma do quadrado dos catetos, mas pode me chamar de Hipotenusa.Ele fez de sua vida uma paralela à dela, até que se encontraram no inifinito.Amaram-se na velocidade da luz, e saíram traçando retas e curvas, até que ela sentiu que ele tinha bastante potência.Os dois se amavam.Por um teorema anterior, concluíram que se adoravam nas mesmas razões e proporções.Resolveram se casar e montar um lar, ou melhor, uma perpendicular.Juntos traçaram planos e diagramas para o futuro, pois queriam uma felicidade integral.Quando tudo estava nos eixos, ele com todas as coordenadas, resolveram ter alguns números, torcendo para que fossem todos irmãos, pois os filhos dos mesmos pais jamais poderiam ser primos.Nos três primeiros anos de casados conseguiram ter um casal.O menino, um diâmetro.A menina, uma secante.O amor entre os dois crescia em proporção geométrica.Eram felizes até que um dia tudo se tornou uma constante.Foi aí que surgiu o outro, sim, um outro, o máximo divisor comum, um frequentador do círculo vicioso.O mínimo que o máximo ofereceu foi, de cara, uma grandeza absoluta.Quando o quociente tornou-se consciente desta regra de três, numa fração de segundo encontrou a solução.Sentindo-se um denominador comum fracassado, resolveu tomar providências, saindo de mansinho pela tangente.
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